domingo, 13 de maio de 2012

O que vem depois da vírgula

Ser reconhecido por aquilo que mais dominamos é um fator que engrandece muito a vida. Seja com trechos, contos, crônicas, romances, poesia... Uma pessoa constrói uma rica história de vida quando nos acontece as mais variadas provas. Provas que justificam o merecido sucesso. Sucesso, mesmo que tardiamente, sempre é uma forma de nos remeter aos mais calorosos e singelos amores, carinhos e dedicações.

Benjamin Moser: autor de ''Clarice,''
Quando soube que a Clarice Lispector ganharia uma nova biografia, logo planejei: quero ler! Aprofundar o meu conhecimento sobre esta escritora que é a minha maior fonte de inspiração me tornaria uma pessoa mais penetrável no universo de Clarice. 

Um dos meus contos preferidos da autora é ''Felicidade Clandestina.'' Nele, uma menina sente um grande desejo pela leitura. Quando comprei a biografia, eu estava em Caicó. Liguei para minha mãe e ela me mencionou o fato: o meu livro sobre Clarice Lispector tinha chegado. Como eu ansiava pela minha volta! Esqueci completamente de Caicó para me entregar à Clarice. Como eu queria me sentir uma mulher com o seu amante! Como eu desejava possuir aquele livro, saber minunciosamente detalhes da vida desta que considero uma das maiores autoras do mundo.
 
''Já que sou, o jeito é ser.'' (Clarice Lispector)
Vários são os pontos altos da biografia. Li atentamente cada detalhe. Clarice, assim como outras pessoas, possui uma rica história de vida. Paixões, sofrimentos, momentos de alegria, desejos, sonhos... Clarice foi uma mulher de fibra. Sempre mostrando de que é capaz, dona de uma sinceridade e de atitudes inigualáveis, a autora mostrou ao Brasil todo seu talento. Talento este que perdura até os dias de hoje. 

Aclama por todos, Clarice deixou sua marca dentro de nossa literatura. Novas ideias. Novas formas de narrar, descrever. Romances marcantes. Personagens enigmáticos. O universo Lispectoriano é rico em detalhes. Aspectos que fazem de Clarice uma mulher forte, maravilhosa. Entrar em contato com este universo é entregar-se a um mundo de sonhos e veracidades inatingíveis. Clarice Lispector é uma autora que, assim como a menina de Felicidade Clandestina, demoramos a compreender. Vivemos no ar. Cria-se um orgulho e um pudor. Nos transformamos em uma rainha delicada. Clarice é uma felicidade que transborda. Um preenchimento para o coração que palpita em indescritíveis sensações de prazer. 

O Benjamin Moser também merece um destaque especial. Mergulhou fundo na história desta mulher esplêndida. Ele é a prova que uma pessoa pode, sim, penetrar nos mais profundos acontecimentos para perpetuar uma história tão forte, sublime, encantadora, emocionante. Um amor que merece todo o meu respeito. Através do Twitter, mencionei ao autor que estava prestes a começar a reler a biografia. Ele logo me disse: ''Que bom, Rodrigo! Clarice diz que "parece que ganho na releitura." Espero que seja o meu caso também. Abraços.'' Como não poderia deixar de ser, o Benjamin ganhou e muito. Não só em releitura, mas em admiração, carinho, respeito. Um trabalho minucioso, repleto de prazeres e de fortes emoções.


Se você, assim como eu e milhares de pessoas, sente esta admiração por Clarice Lispector, recomendo: mergulhe neste oceano que vai além da literatura. Não tenha medo de ir o mais fundo possível na rica história de Clarice Lispector. Uma grande mulher que soube ser singular dentro de nossa história literária. Uma grande autora que soube transpor para os seus mais variados escritos, tudo aquilo que vai além da imaginação. Entre em contato com uma das mais belas biografias que existe. Conhecer Clarice é conhecer o que de mais sublime habita em nós. Uma flor que constantemente exala perfumes encantadores. Que fascinam. Que estarrecem. Enfim, uma flor chamada Clarice Lispector.

sábado, 21 de abril de 2012

O silêncio nem sempre é a melhor escolha

Não. Eu não tive uma boa formação literária ao decorrer do meu ensino médio. As minhas professoras priorizavam outros conteúdos, mas aprofundar-se na literatura, isso elas não faziam. Com exceção de uma professora, que sempre nos despertava a curiosidade para ler e deliciar os romances, o assunto literatura sempre foi deixado um pouco de lado.

A minha curiosidade em conhecer e ler autores renomados sempre me deixaram muito feliz. Era uma felicidade tão grande que nem sentia as horas passar. Graças a essa minha curiosidade, conheci os meus autores prediletos. Machado de Assis, Clarice Lispector e Guimarães Rosa. Achava tudo tão formidável! Nunca pensei que a leitura pudesse me transmitir tanto deleite!

Agora, vejo a minha curiosidade vestir-se de preto e declarar um luto. Luto por mais uma vez um político brasileiro demonstrar inverossimilhança perante a sociedade. Como estudante de Letras, eu me sinto mais envergonhado ainda. Pois, aprendi que os livros, que já nem são tratados com tanto louvor assim por professores, escolas e pela própria politicagem, sempre transmitem as mais ricas e prestigiosas viagens aos mais desconhecidos lugares. 

O projeto de lei pretender proibir a distribuição de obras do renomado João Guimarães Rosa. Ele brindou o Brasil com obras magníficas, ''Grande Sertão: Veredas'' que o diga, agora corre o risco de ser silenciado nas escolas. Querem transformar Guimarães Rosa em um objeto de mera decoração. Todo reboliço está sendo firmado na linguagem que o autor utilizou em suas obras. Uma linguagem inovadora, que trata o Brasil como ele realmente é: formado pelas mais divergentes camadas, sotaques, regiões, crenças....Silenciar Rosa nas escolas é simplesmente um ato de covardia. As crianças e os jovens, sem me deter a idades, merecem e tem o direito de conhecer e admirar este que é considerado um dos grandes autores do nosso país. Salve Guimarães Rosa: ''Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?''

''Quem muito se evita, se convive.'' (Guimarães Rosa)
Se isso já era uma notícia de estarrecer qualquer pessoa que ama e venera a literatura, o projeto de tal deputado pretende, também, a proibição das obras de Clarice Lispector. Eu, grande admirador desta mulher, sinto vergonha de tal projeto. Clarice não nasceu no Brasil, mas se sentia brasileira nata. Vangloriou o Brasil por onde passou. Suas obras são verdadeiros exemplos do talento literário brasileiro. Clarice simplesmente é uma autora que mexe com os mais íntimos e misteriosos sentimentos que se encontram reclusos em nós, mero seres humanos. Proibi-la nas escolas é um ato de extrema covardia perante aqueles que desconhecem os mais simplórios e verídicos sentimentos. Uma autora que sempre tratou de mostrar os mais variados temas sentimentais em suas obras que, aliás, se destacam pela ousadia. Seja na escrita ou na forma, Clarice jamais desmereceu a língua portuguesa. Pelo contrário: a mesma já disse que ''Uns cosem pra fora, eu coso pra dentro''. Ela sempre deixou bem frisado em seus contos, romances e outros gêneros o que de mais sublime habita em nós. Se ela cose pra dentro é sinal que muitos políticos nem aprenderam a coser. Salve Clarice Lispector em uma de suas frases mais conhecidas: ''A palavra é o meu domínio sobre o mundo.''

''Porque há o direito ao grito. Então, eu grito.'' (Clarice Lispector)
O projeto tende ainda silenciar vários autores (a lista é extensa). Mais uma vez, um político brasileiro me faz criar sentimentos negativos para o Brasil. Antes de mais nada, sou estudante, cidadão e futuro professor. Não quero que em minhas aulas tais autores estejam de fora. Aprendi muito com eles e não quero que gerações futuras desconheçam estes gênios literários que tanto deram prestígio ao Brasil. Vamos aguardar. Afinal, estou no Brasil. Aqui tudo pode. Tudo é liberado. Até silenciar quem tanto já cantou para o país.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Casamento Civil Igualitário: Um respeito

O casamento sempre foi visto como o ponto de partida para a felicidade. As mulheres são as principais personagens destes episódios: sonham em construir uma família, casar com o homem perfeito e ter a felicidade como o principal elemento desta união.

O tempo passa. E com a passagem deste mudaram as mulheres, os homens, as crianças, o país e, como não poderia deixar de ser, o casamento. A construção familiar mudou com a aceitação de algumas coisas da sociedade. As mulheres passaram a coordenar famílias e assumirem o posto de ''chefes da casa'', os homens passaram a aceitar a diminuição de seu espaço e famílias homossexuais passaram a surgir com mais frequência.

Eu, que fui educado para respeitar e aceitar as pessoas como elas devidamente são, sou de total apoio ao casamento de pessoas do mesmo sexo. Sempre achei que estas pessoas merecem e têm direito a felicidade. Ser feliz faz parte do manual de instruções humano. É uma lástima ver que muitas pessoas não pensam assim como eu, mas com força e fé estes preconceitos tolos darão espaço ao que de mais bonito e essencial uma pessoa deve sentir: felicidade.


Há poucas semanas, descobri que o Deputado Jean Wyllys criou uma campanha honesta a respeito da união homoafetiva: o Casamento Civil Igualitário. Uma campanha que visa mostrar que todos somos iguais. Nada nos distingue. Uma campanha sem fins religiosos. Uma campanha que, sem dúvida, evidencia o quanto a intolerância prejudica o desenvolvimento social. 


Vários artistas participam. Expelindo suas opiniões, tais artistas dão um show de respeito. Artistas que evidenciam o quanto o preconceito é uma coisa medíocre, que não se chega a lugar nenhum disseminando repúdio, intolerância, desrespeito e, principalmente, colocando de escanteio o direito a felicidade de todos.


Por isso respeito, creio e parabenizo o Deputado Jean Wyllys pela iniciativa. Uma campanha como esta serve de exemplo a todos os países. Que a honestidade desta campanha sirva para deixar bem claro que todos, homossexuais ou não, têm direito ao casamento. Faço das palavras do Dep. Jean Wyllys às minhas: ''O Casamento Igualitário fortalece o princípio constitucional de garantir os direitos a TODOS e promover o bem de TODOS sem discriminações.'' Então, desejo que TODOS sejam felizes. E para sempre.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O pobre jornalismo paraibano

Um dos deveres dos telejornais é transmitir informações e, quando necessário, prestar algum serviço à população. Quando isso ocorre, sinto-me grato. Poucas vezes vejo um jornal que se presta a isso. Infelizmente nem tudo são flores aqui na Paraíba. Há tempos enxergo a transformação que alguns jornais do estado sofreram.

O sensacionalismo chegou ao seu ápice. Matérias baseadas no sofrimento alheio, desgraças sendo colocadas em pauta, pouca prestação de serviço e, pasmem, um assassinato ao vivo. A ''ousadia'' é tanta que sinto vergonha. Vergonha por ver profissionais se prestando a transmitir tais imagens para uma população sofrida, com pouca instrução, que a cada dia lutam por uma vida melhor. A única coisa que posso fazer é lamentar-me. Sentir vergonha por tais jornalistas que pouco se preocupam com o conteúdo que estão transmitindo.


Antes de mais nada: não sou telespectador de tais telejornais. Acho ridículo um telejornal transmitir mais sofrimento para uma população sofrível. É de extremo mau gosto repórteres entrevistarem mães desesperadas ou até mesmo fazer piadas com presos e outros inescrupulosos que reinam na sociedade. Mais triste ainda é ver apresentadores tentarem ocultar os sensacionalismos e outras coisas banais que entopem os telejornais paraibanos. É  horrível ter que sintonizar em um canal e dá de cara com reportagens que não prezam o respeito ao espectador. Com exceção de poucos, alguns telejornais são altamente movidos pelas mais ridículas provas de sensacionalismo. 

A linguagem que alguns jornais adotam é a popular. Assim, eles conseguem alcançar um número maior de televisores ligados. Eu, repito, sinto vergonha de quem apresenta e mais vergonha sinto daqueles que cultuam tais telejornais e das emissoras que não controlam ''as desgraças'' que serão veiculadas. Ninguém é obrigado a assistir mais sofrimento. Exageram na dose e as lástimas se transformam em pautas e, em alguns casos, viram piadas, mesquinharias. 

O jornalismo paraibano está derrapando feio em suas informações. Poucos realmente se preocupam com o respeito. Outros, porém, continuarão a expor sensacionalismos frívolos. Apresentadores não assumiram seus devidos postos e continuaram com o estigma de ''animadores na hora do almoço.'' Há tempos o jornalismo paraibano se transformou em caso de polícia. Ou melhor: de justiça. Mas parecem não enxergar. Enquanto isso, eu desligo minha TV e almoço em silêncio. Sem a obrigação de assistir filmes de terror na hora de minha refeição. Infelizmente, o sensacionalismo será o principal ingrediente de tais jornais. É a maneira pobre de conseguir audiência. Pobre daquele que não possui outra alternativa. 

sábado, 17 de março de 2012

Um espetáculo chamado O Teatro Mágico

Falam que o ritmo que predomina na região Nordeste é o forró. O clichê ''quem vence é a maioria'' faz jus a este estigma: uma grande porção da região Nordeste curte e venera o forró. Não sou muito fã do ritmo. Sou um paraibano que curte outros ritmos. Prefiro músicas calmas, que transmitam mensagens. Músicas que falem da realidade. Até gosto de forró. Não gosto daquele forró que apela para as promiscuidades. Sou bastante eclético. Gosto de ouvir os consagrados da MPB. Curto o som do rock nacional. 


Tenho um gosto particular por uma banda que mistura várias nuances e culmina para um som perfeito. O Teatro Mágico possui músicas que me faz refletir. São letras que retratam o cotidiano. Mesclam romantismo e realidade. Oscilam entre a política e o popular. Ainda falam de arte, literatura, poesia. Destaca-se, também, os elementos circenses e teatrais. Enfim, diversas temáticas que, no fim, chegam ao estopim da perfeição.

Conheci a banda por acaso. Em um trabalho da Faculdade uma colega e eu falávamos sobre Gramática. Ela levou uma música da banda intitulada ''Sintaxe à vontade.'' Achei tão interessante! Poucos conjuntos musicais se dedicam a esta ''multiplicidade musical.'' Fui pesquisar. E comecei a ouvir assiduamente o som de O Teatro Mágico.


Sinceramente? Para mim é uma banda que merece todo sucesso que tem. Sem apelações, a banda consegue prender a atenção. Faz refletir. Como já mencionei, mesclam várias vértices das artes para transmitir belas mensagens. Não consigo selecionar uma música preferida. Gosto de todas! Todas as letras me transmitem paz.

Agora é só esperar o dia 11/05/2012 para curtir presencialmente o som desta banda maravilhosa. É um fato raro aqui em Campina Grande. Cidade que sempre conta com a presença das mesmas bandas de forró que, por sinal, já estão para lá de ultrapassadas com as suas músicas baixas e sem graça. Por isso, não medirei esforços para ir. Esperarei ansiosamente por este dia para chegar ao ápice do deleite.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Como explicar o meu amor pelos Gatos?

Hoje vou falar sobre uma das coisas que mais me agrada: gatos. Sou louco, apaixonado por gatos. Os meus gatos são os meus tesouros. Não me vejo longe deles. Cada um tem o que mais me agrada. Lamento por aqueles que já se foram, mas sempre tento, ao máximo, usufruir de todos que estão comigo atualmente.

Já tive gatos que agiam de maneira estranha. Quando lembro deles, percebo o quanto a saudade me conforta. Sim, ela me conforta. Eles sempre irão me proporcionar boas lembranças. Infelizmente, o bicho homem não suportou-os e fez o de sempre: mataram. Ridículo um ser humano matar um animal por desgosto e intolerância.

Vamos falar da atualidade. Tenho sete gatos. Por mim teria mais. E cá entre nós: os meus gatos são uma das coisas mais importantes para mim. Cuido deles como quem cuida de um mortal. Trato-os como pessoas. Eles têm nome de gente. 

Ysnobel está comigo há oito anos. Preguiçoso, chatinho e comilão, Ysnobel me transmite paz. Sempre que estou estudando, ele está ao meu lado. Cochilando, bocejando, me transmitindo deleite. Clarice é estérica! Chata, um pouco louca e detesta carinho. Minha gata Clarice é o ápice do meu amor. Como eu gosto desta danada! Ulisses é traquina. Sempre em pique, corre pela casa e me transmite alegria. Cecília é um amorzinho de gata. Tranquila, carinhosa e esperta, Cecília me transmite confiança. Gregório é medroso. Quando escuta algum barulho estranho, ele corre para se esconder. Capitu é um poço de santidade. Passa o dia dormindo. Ela não tem os olhos de ressaca, mas é a minha xodó. Joaquim é o que sofre preconceito por ser raquítico. Ele é o que mais transmite satisfação. Adora correr e brincar com a minha cadela Judite. Pode parecer estranho, mas os meus gatos são, sim, os responsáveis pelos meus melhores momentos.


Tanto carinho pode parecer babaquice, mas eu não me importo com os adjetivos alheios. Gosto e venero os meus gatos. Costumo falar que livros e gatos são os meus melhores amigos. E são. Eles me transmitem paz, confiança. Sempre que preciso, eles estão ali. Correndo, comendo, brincando... Não importa que travessura eles aprontem. Não importa quantos sapatos irei perder ou quantos livros serão rasgados. O que importa, de verdade, é que eles sempre serão os meus únicos e verdadeiros amores. 

Abaixo um dos meus poemas favoritos sobre gatos. 



O ronron do gatinho
(Ferreira Gullar)

O gato é uma maquininha 
que a natureza inventou; 
tem pêlo, bigode, unhas 
e dentro tem um motor.

Mas um motor diferente 
desses que tem nos bonecos 
porque o motor do gato 
não é um motor elétrico.

É um motor afetivo 
que bate em seu coração 
por isso faz ronron 
para mostrar gratidão.

No passado se dizia 
que esse ronron tão doce 
era causa de alergia 
pra quem sofria de tosse.

Tudo bobagem, despeito, 
calúnias contra o bichinho: 
esse ronron em seu peito 
não é doença - é carinho.

terça-feira, 13 de março de 2012

Sem Generalizações

Hoje fiquei estarrecido com um colega que vociferou as seguintes palavras: ''homossexuais são pessoas sem caráter.'' Se fiquei horrorizado? Claro que sim! É um absurdo uma pessoa que eu julgava culta, moderna e altamente confiável relacionar-se aos gays utilizando esta frase sem nexo.


Achei uma afronta. Sei que muitos irão dizer ''mas é a opinião dele.'' Meus caros, se eu não conhecesse bem este mortal também julgaria assim. Mas não foi uma simples opinião. Foi um desrespeito. Sei que ele é uma pessoa carregada de preconceitos. 

Muitos fatores me levam a ser contrário a esta afirmação. Primeiro: os homossexuais são pessoas maravilhosas. Merecem respeito e possuem muito caráter. Segundo: ao afirmar isto, o meu colega joga no lixo as diversas lutas que muitos homossexuais travam contra esta sociedade hipócrita. 

Achei tão ridículo isto. Dizem que o brasileiro é o povo mais batalhador que existe, mas vejo uma brecha que suja a imagem deste povo. Ao afirmar que tal grupo não tem caráter, as pessoas poucos se importam com o que os homossexuais pensam, sentem, lutam e veneram. O público gay não merece mais este estigma. Já basta o preconceito, a intolerância e o desrespeito que eles enfrentam. 

Afinal, quem tem caráter? Um homem que molesta crianças inocentes? Grupos de ladrões que explodem bancos, praticam atrocidades e chacinas? Políticos que entopem meias, cuecas, bolsas e outros locais desconhecidos com o dinheiro público? Ministros que estão envolvidos com o mensalão? Isso eu não ouvi o meu colega mencionar. 


Os homossexuais, assim como qualquer outra camada social, possuem um caráter excepcional. Nem todos são perfeitos, concordo.  Mas merecem respeito. Chega de preconceitos tolos, mesquinhos. Vários homossexuais lutam para fazer deste país um local melhor. Preconceito não leva a nada. Se você, meu caro colega, estiver lendo este texto, não se preocupe. Continuarei a admirar o seu caráter pobre e sua mente pouco abrangente. Eu cresci e fui educado para respeitar todos. Se você desconhece e não convive com gays, me perdoe. Sua índole não está surtindo efeito. Reveja os seus conceitos e não generalize.